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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Neuroplasticidade - Néstor Braidot

NEUROPLASTICIDADE

Todos podemos ter o cérebro que queremos ter gravando experiências que queremos gravar


Por Néstor Braidot[1]



No cérebro reside tudo o que uma pessoa foi, é e pode chegar a ser, o que experimentou, aprendeu e memorizou, sua consciência e sua meta-consciência. Também residem suas habilidades e dificuldades, o que é aceito e o que é recusado, o que ama e como ama, o que está presente e o que acredita-se ter esquecido.
E mesmo todos os seres humanos vindo ao mundo com essa plataforma de pensamento extraordinária, seu desenvolvimento dependerá do que cada um perceba, experimente e processe ao longo da vida, já que no momento do nascimento – com exceção do que vem escrito nos genes – todos os cérebros estão programados biologicamente para desempenhar as mesmas funções.


Este fenômeno, ou seja, a capacidade que o cérebro tem para formar novas redes e modificar as existentes, a cada instante, como resultado da interação de um indivíduo com seu entorno, se denomina NEUROPLASTICIDADE; é a base da memória e a aprendizagem, envolvendo uma visão dinâmica dos mecanismos cerebrais.
Por exemplo, se um amigo te mostra fotografias do Castelo de Neuschwanstein (Baviera, Alemanha), seu cérebro processará a informação sobre sua imponente beleza através dos sentidos da visão e audição, criando uma nova rede neuronal (dado que nunca tenha prestado a atenção nos castelos).
Se você descobre que é um tema fascinante e decide continuar pesquisando sobre, os estímulos que você recebe através da leitura, documentários, livros, filmes, etc., farão que se mantenha aberto o circuito que foi criado. A medida que o tempo passa e você retorna uma ou outra vez sobre o tema, esses circuitos podem gerar trocas físicas estáveis na estrutura de seu cérebro.

Por tanto: O que vai diferenciar o cérebro de uma pessoa em relação à outra é a intrincada estrutura de redes neuronais que se irá se formando a medida que essas células se comunicam entre si, como resultado dos estímulos que recebem do meio ambiente.

Embora o aumento na quantidade de redes se alterna com períodos de eliminação naturais devido ao sistema nervoso, igual de todas as pessoas, que se desfaz do que não precisa, o estilo de vida tem uma influência decisiva tanto para reforçar as conexões que se utilizam, como para favorecer a geração de novos neurônios e novas redes.

Lembre:





Disso se desprende com clareza que a neuroplasticidade pode potencializar-se mediante processos autodirigidos. Por exemplo, foi comprovado mais de uma vez que os monges budistas criam conexões neurais que não são observadas em pessoas que não meditam. Um desses estudos foi realizado na Universidade de Wisconsin-Madison (Estados Unidos) com a ajuda de Dalai Lama, quem generosamente contribuiu à ciência, permitindo que seu cérebro fosse estudado.


Fica muito claro, então, o seguinte:




A neuroplasticidade está estreitamente relacionada à individualidade. Como os vestígios sinápticos se formam pelas experiências pessoais, cada cérebro, além de ser único e irrepetível, depende de tudo que seu dono faça por ele.







[1]Investigador, consultor, escritor e conferencista internacional. É um dos especialistas mais consultados sobre a aplicação das neurociências à atividade organizacional: neuromanagement, neuromarketing, neuroliderança e treinamento cerebral.
Conta com uma formação multidisciplinar que o permite integrar seus conhecimentos sobre o cérebro – resultado de anos de estudo e investigação em neurociências com as contribuições da física quântica para o desenvolvimento do potencial de pessoas e organizações.
Considerado um investigador disruptivo em temas de sua especialidade, obteve importantes reconhecimentos internacionais pelo desenvolvimento de metodologías avançadas que se implementam em organizações de diferentes países.
É fundador de uma escola de pensamento interdisciplinar e autor de livros que formaram várias gerações de empresários e executivos, entre eles: Cómo funciona tu Cerebro, Editoria Planeta, España (2013),  Sácale partido a tu cerebro, Editorial Gestión 2000 (2011) e Editoria Granica (2012), Tu cerebro lo es todo (Plataforma Editorial, Madrid, 2012 -en colaboración-, Neuromarketing en acción, Editoria Granica (2011), Neuroventas, Editoria Granica (2013), Neuromarketing, Editoria Gestión 2000 (2009), Neuromanagement, Ed. Granica (2008), Venta Inteligente, Ed. Puerto Norte-Sur (2007), Neuromarketing, neuroeconomía y negocios, Ed. Puerto Norte-Sur (2006). Atualmente, se encontra escrevendo uma obra focada na neuroliderança da mulher.


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Leia o texto original em: http://goo.gl/3rwyBt (em espanhol)