NEUROPLASTICIDADE
Todos podemos ter o cérebro que queremos ter gravando
experiências que queremos gravar
Por Néstor Braidot[1]
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No cérebro reside tudo o que
uma pessoa foi, é e pode chegar a ser, o que experimentou, aprendeu e
memorizou, sua consciência e sua meta-consciência. Também residem suas
habilidades e dificuldades, o que é aceito e o que é recusado, o que ama e como
ama, o que está presente e o que acredita-se ter esquecido.
E mesmo todos os seres
humanos vindo ao mundo com essa plataforma de pensamento extraordinária, seu
desenvolvimento dependerá do que cada um perceba, experimente e processe ao
longo da vida, já que no momento do nascimento – com exceção do que vem escrito
nos genes – todos os cérebros estão programados biologicamente para desempenhar
as mesmas funções.
Este fenômeno,
ou seja, a capacidade que o cérebro tem para formar novas redes e modificar as
existentes, a cada instante, como resultado da interação de um indivíduo com
seu entorno, se denomina NEUROPLASTICIDADE; é a base da memória e a
aprendizagem, envolvendo uma visão dinâmica dos mecanismos cerebrais.
Por exemplo, se um
amigo te mostra fotografias do Castelo de Neuschwanstein (Baviera, Alemanha),
seu cérebro processará a informação sobre sua imponente beleza através dos
sentidos da visão e audição, criando uma nova rede neuronal (dado que nunca
tenha prestado a atenção nos castelos).
Se você descobre que é
um tema fascinante e decide continuar pesquisando sobre, os estímulos que você
recebe através da leitura, documentários, livros, filmes, etc., farão que se
mantenha aberto o circuito que foi criado. A medida que o tempo passa e você
retorna uma ou outra vez sobre o tema, esses circuitos podem gerar trocas físicas
estáveis na estrutura de seu cérebro.
Por tanto: O que vai diferenciar o cérebro de uma pessoa em relação à outra é a intrincada estrutura de redes neuronais que se irá se formando a medida que essas células se comunicam entre si, como resultado dos estímulos que recebem do meio ambiente.
Embora o aumento na quantidade de redes se alterna com períodos de eliminação naturais devido ao sistema nervoso, igual de todas as pessoas, que se desfaz do que não precisa, o estilo de vida tem uma influência decisiva tanto para reforçar as conexões que se utilizam, como para favorecer a geração de novos neurônios e novas redes.
Lembre:
Disso se desprende com clareza que a neuroplasticidade pode potencializar-se mediante processos autodirigidos. Por exemplo, foi comprovado mais de uma vez que os monges budistas criam conexões neurais que não são observadas em pessoas que não meditam. Um desses estudos foi realizado na Universidade de Wisconsin-Madison (Estados Unidos) com a ajuda de Dalai Lama, quem generosamente contribuiu à ciência, permitindo que seu cérebro fosse estudado.
Fica muito claro, então, o seguinte:

A neuroplasticidade está estreitamente relacionada à individualidade. Como os vestígios sinápticos se formam pelas experiências pessoais, cada cérebro, além de ser único e irrepetível, depende de tudo que seu dono faça por ele.
[1]Investigador, consultor, escritor e conferencista internacional. É um
dos especialistas mais consultados sobre a aplicação das neurociências à
atividade organizacional: neuromanagement, neuromarketing, neuroliderança e treinamento
cerebral.
Conta com uma formação
multidisciplinar que o permite integrar seus conhecimentos sobre o cérebro –
resultado de anos de estudo e investigação em neurociências com as contribuições
da física quântica para o desenvolvimento do potencial de pessoas e organizações.
Considerado um investigador
disruptivo em temas de sua especialidade, obteve importantes reconhecimentos
internacionais pelo desenvolvimento de metodologías avançadas que se
implementam em organizações de diferentes países.
É fundador de uma escola de
pensamento interdisciplinar e autor de livros que formaram várias gerações de empresários
e executivos, entre eles: Cómo funciona tu Cerebro, Editoria Planeta, España
(2013), Sácale partido a tu cerebro,
Editorial Gestión 2000 (2011) e Editoria Granica (2012), Tu cerebro lo es todo
(Plataforma Editorial, Madrid, 2012 -en colaboración-, Neuromarketing en
acción, Editoria Granica (2011), Neuroventas, Editoria Granica (2013),
Neuromarketing, Editoria Gestión 2000 (2009), Neuromanagement, Ed. Granica
(2008), Venta Inteligente, Ed. Puerto Norte-Sur (2007), Neuromarketing,
neuroeconomía y negocios, Ed. Puerto Norte-Sur (2006). Atualmente, se encontra
escrevendo uma obra focada na neuroliderança da mulher.

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Leia o texto original em: http://goo.gl/3rwyBt (em espanhol)

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